17 de mar. de 2011

Feudalismo - Fragmentos de "História da Riqueza do Homem"



Alguns trechos do texto que serviu de base para nossas aulas sobre o Feudalismo.

HUBERMAN, Leo. "Camponeses, Guerreiros e Trabalhadores". In: História da Riqueza do Homem. Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1976, 12ªed.

"O camponês vivia numa choça do tipo mais miserável. Trabalhando longa e arduamente em suas faixas de terra espalhadas (...), conseguia arrancar do solo apenas o suficiente para uma vida miserável. Teria vivido melhor, não fora o fato de que, dois ou três dias por semana, tinha que trabalhar a terra do senhor (grifo do autor), sem pagamento." p. 14.

"Se o escravo era parte da propriedade e podia ser comprado ou vendido em qualquer parte, a qualquer tempo, o servo, ao contrário, não podia ser vendido fora de sua terra. Seu senhor deveria transferir a posse do feudo a outro, mas isso significava, apenas, que o servo teria novo senhor; ele próprio permanecia em seu pedaço de terra. Esta era uma diferença fundamental, pois concedia ao servo uma espécie de segurança que o escravo nunca teve. Por pior que fosse o seu tratamento, o servo possuía família e lar e a utilização de alguma terra" p. 15.


"O senhor do feudo, como o servo, não possuía (grifo do autor) a terra, mas era, ele próprio arrendatário de outro senhor, mais acima na escala. O servo, aldeão ou cidadão 'arrendava' a terra do senhor do feudo que, por sua vez, 'arrendava' a terra de um condo, que já a 'arrendara' de um duque, que, por seu lado, a 'arrendara' do rei. E, às vezes, ia ainda mais além, e um rei 'arrendava' a terra a um outro rei!" p. 18.

"A medida da riqueza era determinada por um único fator - a quantidade de terra". p. 19.



"A Igreja constituía uma organização que se estendeu por todo o mundo cristão, mais poderosa, maior, mais antiga e duradoura que qualquer coroa". p. 22.

"o sistema feudal, em última análise, repousava sobre uma organização que, em troca de proteção, frequentemente ilusória, deixava as classes trabalhadores à mercê das classes parasitárias, e concedia a terra não a quem a cultivava, mas aos capazes de dela se apoderarem" p. 24 (P. Boissonnade, Life and Work in Medieval Europe (fifth to fifteen centuries), p. 131. Alfred Knopf, N.Y., 1927).


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