10 de fev. de 2014

O Feudalismo e a Sociedade de Ordens

Para os alunos do 6ºD da EE Jd. Aurora.
Em sala de aula, copiamos este texto, o lemos, o debatemos e grifamos alguns trechos importantes (encontram-se também grifados abaixo).

O Feudalismo e a Sociedade de Ordens.

O feudalismo é o sistema que se estabeleceu na Europa a partir do final do século X. Em termos econômicos, baseava-se no senhorio e na produção agrícola. Em termos sociais, apresentava-se como uma sociedade de ordens. Em termos políticos, caracterizava-se pelo poder descentralizado, exercido pela nobreza. Em termos de mentalidade, era marcado pela religiosidade. Do ponto de vista das relações sociais, havia dois tipos principais: as relações de suserania e vassalagem e as relações servis.



Na sociedade feudal havia uma pequena mobilidade social, ou seja, uma pequena chance de se mudar de classe social. Quem nascesse em uma família nobre poderia ser membro do clero ou da nobreza. Quem nascesse trabalhador quase sempre iria morrer como trabalhador. Tratava-se de uma sociedade cuja divisão social era justificada como uma Ordem Divina. Uma sociedade de três ordens - clero, nobreza e [servos] - , que obedecia a essa determinação de Deus.

Na verdade, clérigos e nobres tinham muitas coisas em comum. Eram os grandes detentores de terras na Europa medieval, combatiam, cada qual a seu modo, seus inimigos e, principalmente, tinham a mesma origem social.

Ainda assim, nascer numa família de nobres não era garantia de uma vida confortável. A herança maior, o título de nobreza e o castelo, era destinada ao primeiro filho, o primogênito. O segundo filho, em geral, tornava-se um clérigo. Poderia virar abade de um mosteiro, bispo e até mesmo um papa. Os demais filhos entravam para a vida religiosa ou tornavam-se cavaleiros. Ao optar por ser cavaleiro, o nobre partia em busca de aventuras, proezas e combates e um bom casamento que lhe garantisse riquezas.

Fonte: CAMPOS, F.; CLARO R.; DOLHNIKOFF, M.  História nos dias de hoje, 7º ano. São Paulo: Leya, 2012, pp.37-38.

Nenhum comentário: